Como jovens cientistas brilham no Paraná

A imagem mostra uma ilustração em estilo geométrico que representa uma feira ou exposição científica. Diversas pessoas interagem em estandes, observam painéis de pesquisa e conversam em grupos, compondo um ambiente de divulgação da ciência e da tecnologia. Elementos como um grande frasco de laboratório, plantas cultivadas em estufas e estruturas modulares reforçam a temática científica. As cores predominantes são verde-petróleo, laranja e azul, aplicadas em traços lineares e texturas granuladas que criam um visual dinâmico e contemporâneo. No canto inferior direito, estão os créditos: “Conexão Ciência | Arte: Lucas Higashi”.
A primeira edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência vai reunir quase 400 projetos de pesquisa da educação básica

compartilhe

Qual a imagem que você tem de um cientista? Talvez você responda que imagina algum adulto de jaleco branco em um laboratório, preenchendo papelada e fazendo experimentos. Pode até ser verdade em vários casos, mas o cenário vai muito além disso. Aliás, a cara da ciência hoje também inclui crianças e adolescentes! 

A Rede de Clubes de Ciência NAPI Paraná Faz Ciência é uma iniciativa que consolidou essa realidade. No Paraná, inúmeras escolas da rede pública de educação contam com clubes que produzem conhecimento com apoio de professores, iniciando os alunos em diversas áreas do conhecimento científico.

E, para celebrar a curiosidade e empenho dos jovens cientistas paranaenses, vem aí a Feira de Cultura Científica (FECCI), organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. Trata-se de uma feira técnico-científica, voltada a clubes de ciências, com o objetivo de reunir alunos e professores da rede básica de ensino, fomentando a divulgação científica no estado. Na FECCI, os estudantes terão a chance de apresentar seus trabalhos como gente grande. 

A primeira edição da FECCI

2025 é o ano de estreia da FECCI, que conta com quase 400 inscritos. O evento é uma iniciativa da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, mas também recebe alunos da rede privada e pública do ensino básico do Paraná.

Pôster da FECCI (Ilustração/Lucas Higashi)

A articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana, diz que o projeto já tinha como meta,  desde o início, a ampliação da cultura científica no estado, tendo a educação básica como prioridade nessa tarefa. “Ao identificar as principais feiras de ciências do estado, identificamos uma lacuna geográfica na região de Curitiba, pois não identificamos nenhuma feira de ciências que fosse suprainstitucional”, conta Débora. 

Assim surge a FECCI. As equipes participantes são divididas em três categorias: FECCI Kids, que abrange os alunos do 4º e 5º anos do ensino fundamental I; FECCI Júnior, para alunos do fundamental II; e FECCI Jovem, acolhendo alunos do ensino médio, técnico e Ensino de Jovens e Adultos (EJA). 

Juliana Ferreira, integrante da organização da FECCI e responsável pela infraestrutura, diz que a configuração do evento conta com uma área de aproximadamente 8 mil metros quadrados para atender os mais de 400 trabalhos expostos por estudantes de todo o Paraná. Para Juliana, se tivesse que resumir a FECCI em uma palavra, seria União. “União em prol de um ideal comum que é a divulgação científica e trazer a ciência para todas as crianças do Paraná”, diz a organizadora.

A ideia é que a Feira seja um evento anual e itinerante. O foco é fortalecer a cultura científica no Paraná por meio da educação básica, incentivando alunos e professores. A iniciativa é do NAPI Paraná Faz Ciência, com apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Clubes de ciências como protagonistas

A Rede de Clubes de Ciências NAPI Paraná Faz Ciência conta com 200 clubes espalhados pela rede básica de educação no estado, além de mais 45 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Maker — focados na abordagem maker — e 45 clubes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência Meninas — voltados à participação exclusiva de alunas. Os clubes são formados por alunos e professores, produzindo conhecimento científico dentro das escolas. 

Eles foram um ponto de partida para a realização da Feira de Cultura Científica, como conta Débora Sant’Ana. A organização de uma feira a partir do NAPI é uma forma de oportunizar que os Clubes de Ciências — e também toda a comunidade da educação básica — pudessem participar e ampliar a cultura científica no Paraná.

Rodrigo Reis, que também coordena a FECCI e é articulador do NAPI Paraná Faz Ciência junto com a professora Débora, conta que está “muito feliz e ansioso com a possibilidade de construir esse evento de divulgação científica, em que a gente quer trazer vários parceiros do Paraná Faz Ciência para essa relação muito próxima, muito forte, com a Educação Básica, com a Secretaria de Educação e, principalmente, com os nossos clubes de ciência. Mas não só isso. A ideia é trazer também, no futuro, outros projetos de pesquisa de estudantes, não somente os vinculados aos Clubes de Ciência”, complementa. 

Os articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Débora Sant’Ana e Rodrigo Reis (Foto/Milena Massako Ito)

Esses clubes já participam de diversas outras feiras e eventos que acontecem pelo estado e pelo país. Você pode acompanhar as atividades e conquistas pelo site da Rede de Clubes de Ciências!

Cosmos e Luna: os mascotes da FECCI

A identidade visual e os mascotes da Feira de Cultura Científica foram desenvolvidos por dois bolsistas graduados do NAPI Paraná Faz Ciência. Eles usaram o conhecimento em comunicação e design para traduzir a essência do evento em arte.

  • Ilustração de um personagem estilizado com corpo arredondado. Ele veste uma roupa espacial bege com detalhes laranja e tem a cabeça laranja com um grande sorriso. O personagem segura uma lupa com a mão direita na frente do olho, como se estivesse observando algo de perto. A palavra “Cosmos” aparece no canto superior esquerdo, escrita em vermelho. O fundo é claro.
  • Ilustração de uma personagem arredondada e colorida. Ela veste uma roupa azul com botas vermelhas e tem a cabeça laranja com bochechas rosadas. Usa um chapéu triangular vermelho e está piscando com um sorriso no rosto. A mão esquerda está levantada com o polegar para cima, em um gesto de aprovação. A palavra “Luna” aparece no canto superior esquerdo, escrita em verde-escuro. O fundo também é claro.

Any Veronezi, formada em Artes Visuais, criou Luna e Cosmos, a dupla de mascotes da FECCI 2025. Ela se inspirou em elementos da identidade visual da Feira e a ideia de ser uma dupla veio da preocupação com a representatividade da diversidade dos participantes. “Eu imaginei os mascotes como exploradores. Como o projeto é realizado com estudantes, achei interessante trabalhar esse lado de explorar o conhecimento”, diz Any.

Lucas Higashi, graduado em Comunicação e Multimeios, foi o responsável pelo logo e todas as suas aplicações, incluindo as redes sociais e todos os materiais do evento. Ele conta que desenvolver a identidade visual da FECCI foi um processo muito gratificante e desafiador ao mesmo tempo. “Se eu fosse um adolescente, um jovem, uma criança, que tivesse um clube de ciência na minha escola e pudesse participar dessa feira, eu adoraria. Então, está sendo um processo de fazer um negócio bacana porque se eu tivesse a oportunidade de estar lá, eu gostaria que fosse a melhor coisa possível de se participar”.

A primeira edição da Feira de Cultura Científica (FECCI) vai acontecer em Curitiba, do dia 4 a 6 de novembro. O palco desta grande festa da ciência será a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), sede Neoville!

EQUIPE DESTA PÁGINA
Texto:
Maria Beatriz Ganacim Guilhermetti
Revisão de texto: Ana Paula Machado Velho
Arte: Lucas Higashi
Supervisão de arte: Lucas Higashi
Edição Digital: Guilherme Nascimento

A pesquisa que mencionamos contribui para os seguintes ODS:

Gostou do nosso conteúdo? Nos siga nas nossas redes sociais: Instagram, Facebook e YouTube.

Edição desta semana

Artigos em alta

Descubra o mundo ao seu redor com o C²

Conheça quem somos e nossa rede de parceiros