Paraná Faz Ciência 2025 tem atrações imperdíveis

A imagem mostra uma ilustração colorida da vida marinha, com destaque para uma tartaruga no centro, cercada por cardumes de peixes, corais, estrelas-do-mar e uma raia. As formas circulares e linhas onduladas em volta remetem ao movimento da água, transmitindo a ideia de diversidade e harmonia no oceano.
Divulgação de pesquisa de percepção pública da ciência e diversas ações de popularização científica marcam a programação com apoio do NAPI PRFC

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Pense em um evento grande que celebra a produção conhecimento científico de um estado da nossa Federação. Pensou no Paraná Faz Ciência, certo? Ele é exemplo de destaque neste cenário. Em 2025, vai ocorrer em Guarapuava, entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, com a organização da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

“É uma verdadeira celebração do fazer científico. A expectativa é receber cerca de 25 mil participantes, entre estudantes, professores e a comunidade em geral”, anuncia Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes, que ainda lembrou que o evento é parte da Semana Nacional de Ciência, organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O reitor da Unicentro, professor Fábio Hernandes, celebrou a escolha da Instituição como um reconhecimento ao trabalho científico desenvolvido. “Vamos realizar o Paraná Faz Ciência com união, envolvendo todas as universidades públicas, centros de pesquisa e instituições que trabalham com ciência e inovação na região e no estado. Queremos que Guarapuava respire ciência, tecnologia e inovação ao longo de uma semana”, destacou.

O vice-reitor da universidade, professor Ademir Juracy Fanfa Ribas, reforçou o impacto regional da iniciativa. “Será uma vitrine para mostrar à sociedade tudo o que fazemos em pesquisa e extensão. Temos muitos projetos transformadores e esse será um momento ímpar de apresentá-los à comunidade”, salientou.

A coordenadora Marquiana ressaltou o caráter transformador do evento. “Ao compartilhar esse conhecimento, do que fazemos na prática, estamos democratizando e popularizando a ciência, tornando-a mais acessível e próxima das pessoas. É uma forma de evidenciar como a ciência transforma a nossa vida cotidiana e contribui, de maneira concreta, para o bem-estar da sociedade”, explicou.

O evento PRFC

Criado em 2021, ainda no contexto da pandemia, o Paraná Faz Ciência nasceu com o propósito claro de popularizar o conhecimento científico e aproximá-lo das pessoas. Desde então, o evento cresceu. Nas edições presenciais em Londrina (2023) e Maringá (2024), atraiu dezenas de milhares de participantes e consolidou-se como o maior evento científico do estado, e um dos mais importantes do país.

Fotografia colorida que mostra um grande grupo de pessoas reunidas sob uma tenda em um evento. O público é diverso, formado majoritariamente por jovens e adultos, muitos com camisetas casuais, mochilas e crachás, sugerindo tratar-se de uma atividade acadêmica, cultural ou científica. Na parte frontal, algumas pessoas olham em direção à câmera enquanto caminham ou conversam. Mais ao fundo, há uma multidão preenchendo todo o espaço coberto, criando um ambiente de bastante interação social. Ao lado de fora da tenda, vê-se parte de um espaço aberto, com árvores e barracas coloridas (azul e amarelo).
Edição do Paraná Faz Ciência de 2024 que aconteceu e Maringá na Universidade Estadual de Maringá (Foto/Seti)

Em 2025, Guarapuava entra nessa rota. A cidade será palco da 5ª edição, que antecede a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a ser comemorada presencialmente, em Brasília, entre 20 e 26 de outubro. O tema é o mesmo que do evento nacional da Cultura Oceânica. Mas, no Paraná, ganha foco regional: Ciência, Tecnologia, Inovação na Ação contra a Mudança Global do Clima.

Segundo a coordenadora Marquiana Vilas Boas Gomes, a programação está relacionada a eixos temáticos: Ciência, Tecnologia e Inovação na Ação Contra a Mudança Global do Clima; Mostra Interativa de Ciência, Tecnologia e Inovação; Ciência na Prática; Redes Colaborativas de Ciência, Tecnologia e Inovação; Cultura e Arte; e Território, Ciência e Compromisso Social.

“A proposta é discutir não apenas as causas e consequências dos eventos extremos do clima, como estiagens, enchentes, ondas de calor e vendavais, mas também estratégias de adaptação, resiliência e mitigação, especialmente no contexto local. Em parceria com o NAPI Emergência Climática, coordenado pelo professor Francisco Mendonça, a programação incluirá conferências, fóruns e mesas-redondas, com foco na educação e no papel dos jovens na transformação cultural necessária para enfrentar a crise climática”, explica.

Para a coordenadora, o Paraná Faz Ciência 2025 é uma oportunidade única de reunir pesquisadores, estudantes e a comunidade em torno de uma programação intensa e interativa. Tudo isso aberto ao público das 9h às 21h. “Teremos também uma programação diversa para toda a comunidade, com oficinas, minicursos, museus, planetários e mostras interativas que aproximam a ciência da população”, reforça.

Diversos outros eventos estão englobados dentro do Paraná Faz Ciência, como a já famosa Jornada Educatech de Guarapuava, que contará com cerca de 400 jovens apresentando seus projetos de ciência e tecnologia. 

Por trás de toda a estrutura, há uma complexa organização em funcionamento. “Além de toda a infraestrutura do Centro de Eventos, nós vamos ampliar sua área em 3 mil m² para abrigar toda a estrutura, que inclui espaços como o Educatech, e feira dos clubes de ciência, mostras de extensão e pós-graduação, feira de profissões, espaço kids, praça de alimentação em parceria com a Abrasel e até uma tenda de circo para atividades culturais”, afirma o responsável pela coordenação administrativa do evento, Jefferson Carraro.

Haverá, também, atividades descentralizadas no Câmpus de Irati. A proposta é permitir que o público vivencie a ciência de forma prática e divertida.

NAPI Paraná Faz Ciência

Essa também é a proposta do estande do NAPI Paraná Faz Ciência, ser “um espaço onde conversaremos com os participantes, explicando os nossos projetos e ações de divulgação científica”, adianta a articuladora do Arranjo, a professora da Universidade Estadual de Maringá, Débora Sant’Ana.

Fotografia colorida, nela vemos uma mulher de cabelos curtos e grisalhos, usando óculos e vestindo um blazer preto, falando em um auditório. Ela segura um microfone com a mão direita e estar fazendo um discurso. Ao fundo, há três bandeiras e um púlpito de madeira com o logotipo da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência (Foto/Maysa Ribeiro Macedo)

Estará por lá a equipe do Conexão Ciência – C², plataforma de jornalismo científico do NAPI. Quem passar pelo estande do projeto vai conhecer as iniciativas do Arranjo e ainda vai ganhar o passaporte da ciência. Nele vai poder ‘colecionar’ carimbos artísticos e das logos dos projetos do NAPI.

Estará por lá, por exemplo, o Programa Interinstitucional de Ciência Cidadã na Escola (PICCE), por exemplo. Os visitantes serão convidados pela equipe a se relacionarem com os protocolos desenvolvidos em ações de ciência cidadã, em especial,  aqueles que trazem reflexões sobre as mudanças climáticas e sua expressão no território paranaense, alinhando-se, assim, ao tema “Planeta água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.

“As atividades serão centradas na utilização de kits de materiais do PICCE, incluindo guias de campo, que orientarão os participantes na observação e registro de dados. Por meio de tablets, as pessoas poderão, também, experimentar o aplicativo do PICCE, registrando dados em tempo real e contribuindo para uma base de dados colaborativa”, adianta a pós-doutoranda da UFPR, Tamara Domiciano.

O Laboratório Móvel de Educação Científica da UFPR é outra atração do NAPI. O Lab é um programa de pesquisa e extensão que busca proporcionar experiências educativas conectadas ao contexto cultural e histórico dos estudantes. A equipe vai apresentar exemplares de suas produções científicas, disponibilizando QR code para acesso a esses materiais de modo virtual. Ilustrações científicas da Mata Atlântica para colorir no local também vão ser distribuídas ao público geral. Os trabalhos vão ajudar na composição de um grande painel artístico.

Museus

O LabMóvel ainda vai levar para Guarapuava o ZikaBus. Trata-se de um micro-ônibus adaptado a um museu itinerante, que transporta uma exposição de vídeos, banners informativos, materiais didáticos e biológicos sobre o mosquito Aedes aegypti e as arboviroses dengue, zika, febre chikungunya e febre-amarela urbana.

Outra atração do NAPI é o Museu de Ciências Naturais, da UFPR, que chega com o projeto ‘Conectando o passado, compreendendo o presente: a ciência dos museus para a ação climática’.

“O público poderá interagir com réplicas de animais, fósseis e organismos preservados em líquidos. Essas peças funcionam como pontos de partida para o diálogo com nossa equipe de bolsistas, que estão prontos para abordar temas como a importância da preservação, as evidências das mudanças climáticas no registro fóssil e as estratégias de adaptação da vida na Terra”, explica Dhiego Silva, também pós-doutorando da UFPR e coordenador da ação.

Fotografia colorida, de uma cena em um estande de exposição científica. À esquerda, uma mulher com lenço vermelho na cabeça, camiseta regata vermelha e luvas azuis está mostrando objetos a um grupo de crianças e uma adulta. Na mesa em frente a ela, há fósseis, réplicas de ossos (incluindo uma mandíbula de dinossauro em azul), folhas e materiais de divulgação. As crianças e a mulher à direita observam com atenção. Uma menina de vestido branco está bem próxima à mesa, olhando diretamente para os objetos. Ao fundo, um menino e uma mulher segurando um papel acompanham a explicação.
Museu de Ciências Naturais da Universidade Federal do Paraná, na SBPC 2025 (Foto/Milena Massako Ito)

Aliás, os Museus têm espaço especial no PRFC 2025, que será palco do II Encontro de Museus e Centros de Documentação Universitários e da II Mostra de Museus e Centros Universitários do Paraná, com o tema “Museus e Centros de Documentação e Memória contribuindo para um futuro sustentável”.

Estes eventos são organizados pela Seti, em parceria com o Museu de Ciências Naturais de Guarapuava da Unicentro, o Centro de Documentação e Memória Professora Terezinha Saldanha, Centro de Documentação e Memória de Irati da Unicentro e o NAPI Paraná Faz Ciência, e conta com o apoio de diversas instituições, especialmente, as que compõem a Rede de Museus e Centros de Memória Universitários do Paraná (REMUP) e a Fundação Araucária.

O Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina, no Paraná Faz Ciência vai levar para a Mostra: a Bobina de Tesla que permite visualizar a indução elétrica; o Gênio da Lâmpada que viabiliza a interação tátil para sensação de temperatura elevada; a Caixa de Luz Negra, experimento que ressaltar a importância da higienização das mãos de maneira visual; e as Gavetas com abelhas e outros insetos.

“A ideia é criar uma aproximação divertida e surpreendente da ciência com os aspectos de nossa vida cotidiana, de forma a divulgar o conhecimento científico de maneira responsável”, conta o coordenador da equipe dos Museus no PRFC, Marcus Vinícius Martinez Piratelo.

Fotografia colorida mostra um estande em um evento, possivelmente de ciência ou tecnologia, onde várias pessoas observam uma atividade. À direita, uma mulher de camiseta verde demonstra algo com objetos nas mãos, enquanto crianças e adultos assistem atentos. Na frente do balcão, quatro crianças estão alinhadas, acompanhadas por dois adultos. Ao fundo, outras pessoas circulam pelo espaço, que tem iluminação clara e painéis expositivos.
Muditinerante na SBPC 2025 (Foto/Milena Massako Ito)

“Os eventos serão uma oportunidade para promover reflexões, debates e ações inovadoras no campo da sustentabilidade em sua interface com os museus e centros de documentação e memória”, diz a professora Ana Paula Vidotti, coordenadora de Itinerância do Museu Dinâmico Interdisciplinar, da UEM. O Mudi vai fazer parte da Mostra com parte do acervo sobre o corpo humano e animais taxidermizados. 

Pesquisa

O NAPI Paraná Faz Ciência ainda vai divulgar, no dia 30 de setembro, os resultados da primeira Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, coordenada pelo Arranjo.

Ao todo, a pesquisa ouviu 2.684 pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios distribuídos, pelas dez mesorregiões paranaenses, com o objetivo de traçar um retrato socioeconômico, cultural e comportamental da sociedade e avaliar como os cidadãos consomem, compreendem e se relacionam com temas ligados à ciência e tecnologia.

“A gente sempre teve a pesquisa de percepção pública como um parâmetro importante para poder mensurar o impacto das ações do NAPI. Procurávamos um diagnóstico do impacto das ações de divulgação científica. A sempre teve essa perspectiva por acompanhar a pesquisa nacional e as pesquisas internacionais. Mas, agora, poderemos pensar em estratégias para acompanhar esse processo entendendo a abrangência da implementação e do que vem sendo feito pelo Arranjo com dados científicos”, comemorou o articulador do NAPI, o professor da Universidade Federal do Paraná, Rodrigo Reis.

Fotografia colorida, onde vemos um homem sentado em uma poltrona verde em um auditório. Ele segura um microfone com a mão direita e está falando, gesticulando com a mão esquerda enquanto aponta com o dedo indicador. Veste uma jaqueta clara sobre uma camiseta preta estampada e usa óculos de grau. No peito está pendurado um crachá de participante da ABCMC. Atrás dele, outras pessoas também estão sentadas nas cadeiras do auditório.
Articulador do NAPI PRFC Rodrigo Reis (Foto/Maysa Ribeiro Macedo)

A articuladora do NAPI, Débora Sant’Ana, destaca que é a primeira vez que haverá dados da percepção pública da ciência no Paraná e ainda representativos das dez mesorregiões. Para ela, esse é um marco para a ciência e tecnologia do estado, porque vai balizar futuros estudos e a influência de diferentes políticas públicas desta área.

“A pesquisa também nos possibilitará compreender os interesses dos paranaenses, sua visão sobre ciência e tecnologia e sua percepção de instituições de pesquisa. Estas informações poderão direcionar ações de divulgação científica, educação para a ciência entre outras áreas”, aponta a professora.

Outras ações

Os articuladores Rodrigo e Débora ainda vão comandar a Reunião Executiva do Comitê Gestor do NAPI Paraná Faz Ciência, no dia 1 de outubro, à tarde, no Celeiro de Inovação. No mesmo local, logo após essa atividade, ocorre o I Encontro da Equipe de Comunicação da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.

O NAPI ainda vai lançar o site da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência. O portal vai funcionar como um guia interativo, com mapas, dados atualizados e informações sobre os clubes, facilitando o acesso da comunidade e fazendo jus ao caráter de Rede que caracteriza todo o projeto. Esses clubes também serão acolhidos. No dia 2 de outubro, esses grupos serão a atração da I Mostra de Clubes de Ciências Parná Faz Ciência. 118 clubes, de 65 municípios apresentarão suas pesquisas para os visitantes do evento.

Enfim, a semana será animada e conta com muita gente trabalhando. O evento é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária (FA) e pela Secretaria de Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), em colaboração com várias Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do estado.

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Texto:
Ana Paula Machado Velho
Arte: Any Veronezi
Supervisão de arte: Lucas Higashi
Edição Digital: Guilherme Nascimento

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