Por onde voam as abelhas?

A imagem é uma ilustração com fundo amarelo estampado em padrão de colmeia hexagonal. À esquerda, aparece uma caixa de meliponário (colmeia artificial para abelhas sem ferrão), feita de madeira e coberta por um telhado marrom de telha ondulada. Algumas abelhas estão entrando e saindo pela entrada da caixa. À direita, várias abelhas sem ferrão estão em voo, com corpo marrom, listras laranja no abdômen, olhos verdes e asas translúcidas. Uma delas aparece em destaque, bem maior que as outras, representando o primeiro plano da imagem. No canto inferior direito está o crédito: © Conexão Ciência | Arte: Madu Tenório.
Meliponário da UEM une pesquisa, conservação e educação ambiental em Umuarama

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“Metade pra mim, metade pra você” é o lema que a apicultora, protagonista de “Honeyland” diz para as abelhas quando está coletando o mel das colmeias de seu quintal, a fim de manter o equilíbrio natural das coisas.

Hatidze cuida de sua mãe, ao mesmo tempo que vende mel para conseguir 10 euros nas feiras da cidade, uma vida difícil é capturada neste documentário, que vai desenrolar a convivência dessas duas mulheres com seus vizinhos, uma numerosa família que se instala ali e que possuem métodos diferentes de tratamento para com as abelhas.

O longa, que abocanhou duas indicações no Oscar em 2020, trazia o foco em abelhas com ferrão na Macedônia do Norte, que com a atitude dos novos vizinhos com sua colheita desequilibrada, torna prejudicial os locais com blocos de favos de mel de Hatidze.

De longe, a morte de abelhas por causas humanas se tornou um problema apenas no sul europeu. Aqui no Brasil, a extinção tem, sim, acontecido para diversas espécies desse inseto essencial para a vida humana. A maioria das pessoas desconhece as abelhas nativas e tem só tem contato com a espécie europeia, a Apis mellifera, que possui ferrão, produz bastante mel e é a mesma abelha retratada no filme. Essa falta de conhecimento dificulta qualquer desejo de preservação.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) revelou dados em julho deste ano em que mostra que diversos tipos de polinizadores, como abelhas, besouros, borboletas, estão em vulnerabilidade e perigo crítico de desaparecerem. Isso causa um impacto direto em nossas vidas, já que atinge a produção de alimentos, o desenvolvimento de plantas nativas, além de claro, impactar o equilíbrio ambiental.

É importante salientar que a formação de frutos e sementes é resultado do trabalho dessas espécies de insetos, o café, o guaraná, a laranja, o cacau são exemplos de alimentos importantes na alimentação brasileira e que seriam diretamente impactados por sua extinção.

Podemos entender, então, que a presença de abelhas é uma parceria fundamental para a agricultura, observando principalmente o Estado em que vivemos, elas fazem parte de uma cultura muito importante aqui no Paraná. Elas vão além de polinizar apenas as flores! Como explica Valdir Zucareli, professor da Universidade Estadual de Maringá – Campus Umuarama, que coordena o Laboratório de Estudos em Botânica Aplicada e Sustentabilidade (LEBAS), que aloja os projetos de ensino, de pesquisa e de extensão da Botânica e Fisiologia:

“Muitas espécies de plantas estavam diminuindo a produção por falta de polinizadores.  Existem vários estudos que mostram que inclusive a soja, que é uma das plantas mais produzidas aqui no estado, chega a aumentar a produção quando há presença deles, mas também do morango, é uma das que mais aumenta a produção quando a gente tem abelhas por perto. Então, o pessoal que tem as estufas de produção de morango tem buscado por colmeias de Jataí e Iraí, que são as abelhas que mais polinizam essa espécie, e tantas outras plantas polinizadas por abelhas.”

A imagem é uma ilustração educativa sobre polinização. No fundo, há um padrão de colmeia em verde claro. Em destaque, aparecem três flores roxas e abelhas sem ferrão realizando o processo de polinização. Na primeira flor (à esquerda), uma abelha coleta pólen do órgão floral masculino. No centro, a mesma abelha é destacada como “Polinizadora (abelha com pólen)”, carregando o pólen em seu corpo. Na terceira flor (à direita), a abelha deposita o pólen no órgão floral feminino. No topo direito da imagem, em uma caixa roxa, está escrito: “Grãos de pólen são levados do órgão floral masculino para o feminino”. No canto superior esquerdo, aparece o crédito: © Conexão Ciência | Arte: Madu Tenório.

Parcerias que engrandecem

É interessante salientar que o incentivo por via de políticas públicas colabora para que essa situação seja revertida, junto de projetos que conseguem levar o conhecimento sobre os polinizadores. É o que aconteceu na parceria entre a Secretaria de Agricultura de Umuarama e o LEBAS, onde eles cederam um espaço no centro da cidade no Bosque Uirapuru.

O projeto revitalizou o local que estava abandonado, que por tempos funcionou como borboletário, e reinaugurou com as colmeias de abelhas que cultivavam. Desde lá a curiosidade tem surgido e despertado o interesse de produtores rurais e de outras parcerias, como com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), antiga EMATER.

O Meliponário no Bosque Uirapuru foi inaugurado em 2024, foram feitas 9 casinhas para as colmeias serem colocadas e 5 espécies de abelhas diferentes. Como o espaço é num parque público, as pessoas podem se localizar e aprender sobre as espécies de abelhas com base nas placas de identificação que colocaram no local.

  • A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em frente a uma construção amarela, que faz parte de um meliponário localizado em meio a uma área arborizada. O grupo, composto por homens e mulheres de diferentes idades, está posicionado de forma organizada, alguns em pé e outros agachados na frente, posando para a foto com expressões de simpatia. No fundo, vê-se uma estrutura cercada por tela, destinada às abelhas sem ferrão. A cena transmite um clima de união e trabalho coletivo em torno de um projeto científico e de preservação ambiental.
  • A imagem mostra quatro homens em frente a uma estrutura cercada por tela metálica, ao fundo, uma placa com a escrita “Meliponário Didático – Abelhas nativas sem ferrão (ASE)”. Eles posam sorridentes, lado a lado, em frente ao espaço pintado de amarelo, decorado com desenhos de abelhinhas
  • A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas dentro de uma estrutura identificada como “Meliponário Didático – Abelhas nativas sem ferrão (ASF)”, conforme indica a faixa pendurada no alto. Algumas pessoas estão em pé, ouvindo atentamente, enquanto outras parecem estar apresentando ou explicando algo. O ambiente é de de visitação e aprendizado, decorado com desenhos de abelhinhas nas paredes e possui cercamento de tela ao fundo.
  • A imagem mostra a estrutura do Meliponário Didático de Abelhas Nativas sem Ferrão (ASF). O espaço é pintado de amarelo vibrante, com painéis informativos afixados na parede externa explicando sobre as abelhas e a importância da meliponicultura. Ao lado, há uma área cercada com tela de arame, onde ficam instaladas as pequenas caixas de madeira que abrigam as colônias de abelhas sem ferrão. As paredes internas estão decoradas com ilustrações de abelhinhas, deixando o ambiente mais lúdico e atrativo para visitantes. O local está inserido em meio a uma área arborizada, reforçando o caráter educativo e de conservação do projeto.
  • A imagem está dividida em três partes que mostram diferentes ângulos do Meliponário Didático de Abelhas Nativas sem Ferrão (ASF). À esquerda, aparece a estrutura externa circular cercada por tela, pintada de amarelo e branco, onde estão instaladas as caixas de abelhas e plantas decorativas na base. No centro, vemos três homens em pé dentro do meliponário, em meio às caixas das abelhas e plantas, em um momento de apresentação do espaço. À direita, um grupo maior de pessoas acompanha a fala de um dos pesquisadores. Acima, há uma faixa indicando o nome do espaço: “Meliponário Didático – Abelhas Nativas sem Ferrão (ASF)”, acompanhado do logotipo da UEM e do LEBAS. A cena transmite a ideia de inauguração ou visita guiada, reunindo professores, pesquisadores e estudantes em torno da importância da meliponicultura e da conservação das abelhas nativas.

Junto do IDR, uma parceria que tem sido fundamental para o projeto, os integrantes têm saído para visitar os produtores, ver as demandas, levar conhecimento, mudas, abelhas, e isso tem gerado um retorno também com muita informação. Zucarelli comentou o caso de visitarem um grande produtor de açaí na região de Umuarama, em que ele tem observado sua produção sendo afetada por falta do polinizador. E é aí que as parcerias acontecem, levando as colmeias até o produtor, já que elas têm um local para coletar pólen, e como é orgânico, não haverá risco delas morrerem, auxiliando nesse processo de produção da fruta.

Meliponário vs. Apiário

Zucarelli é biólogo, tem formação como técnico-agrícola e pós-graduação em Botânica em Fisiologia de plantas cultivadas. Cresceu em área rural e desde pequeno já via seu avô criar abelhas sem ferrão na beira de casa, a criação de Jataí tem uma relação bem afetiva, mas foi em 2021 quando surgiu a oportunidade de trabalhar com abelhas nativas e montar um meliponário.

“Inauguramos, em 2022, o meliponário aqui na UEM [em Umuarama]. Se você for pesquisar o assunto, você vai ver que em outras regiões do Brasil, a abelha sem ferrão está um pouco na moda, principalmente durante a pandemia, que pessoas ficaram muito em casa e foram procurar hobbies. É uma coisa que dá para ter no quintal de casa. Só que aqui em Umuarama não tinha muito alguém que divulgasse essa possibilidade”, comenta o professor.

A imagem mostra uma área ao ar livre, arborizada e bem cuidada, onde está instalado o meliponário no Campus Fazenda em Umuarama, espaço destinado à criação de abelhas nativas sem ferrão. Em destaque, à direita da imagem, há uma charmosa placa de madeira com o desenho de uma abelhinha sorridente e a palavra “Meliponário” escrita em letras grandes e arredondadas. Ao longo de um caminho de pedrinhas, vê-se uma fileira de pequenas casinhas de madeira, cada uma instalada sobre um suporte, onde estão alojadas as colmeias. Ao fundo, aparece um prédio de alvenaria pintado de rosa da Universidade Estadual de Maringá. As árvores ao redor garantem sombra e um ambiente acolhedor para visitantes e para as abelhas. A imagem transmite um clima de tranquilidade, educação ambiental e cuidado com a biodiversidade. Ideal para ilustrar projetos de conservação e ações de extensão voltadas à sustentabilidade e ao resgate de espécies nativas.
Meliponário no Campus Fazenda em Umuarama (Foto/Arquivo pessoal)

É importante destacar uma diferença entre termos, apiário e meliponário, o primeiro é onde se cria abelhas com ferrão, o outro é onde cria de forma racional as abelhas nativas sem ferrão. Vale evidenciar que as abelhas com ferrão, de nome científico Apis mellifera, são de origem europeia, foram introduzidas por colonizadores. As abelhas sem ferrão são nativas, da tribo meliponine, e são alocadas em meliponários com objetivos de conservação da espécie, criação zootécnica, produção de mel, própolis e outros produtos derivados.

Outra diferença fundamental é que as abelhas nativas polinizam as nossas espécies de plantas, elas evoluíram juntas.

É confirmado pela ciência que 90% das espécies de plantas do mundo dependem de animais para algum grau de polinização, dado esse que nos faz pensar sobre a importância real das abelhas nativas, já que muitas espécies de plantas podem deixar de existir se não forem polinizadas, isso causa um desequilíbrio, que é o que tem acontecido com o excesso de agrotóxico e com desmatamento.

A existência de meliponários se torna essencial, mesmo que haja fragmentos de florestas e mata ciliar em nossa região, elas são muito finas e há abelhas que precisam de árvores grossas e com ocos maiores para fazer a sua colmeia e sobreviver, isso faz com que essas entrem em extinção. Zucarelli explicou que não havia mais relatos em nossa região de algumas abelhas que já existiram aqui, como, por exemplo, a Mandaçaia e a Mandaguari por não haver local para sua instalação.

Mas, depois que começaram a criar abelhas, buscaram em outras regiões essas espécies, como em Prudentópolis, que é um local que ainda há bastante Mandaçaia, e trouxeram para que se multiplicassem aqui. Assim como, a Mandaguaçu-preta que começou a ser observada novamente na natureza.

A imagem é um infográfico com fundo azul estampado em formato de colmeia, intitulado “Como criar sua colmeia de abelha sem ferrão”. O conteúdo está dividido em etapas com ilustrações em tons de marrom e laranja, simulando caixas de madeira. Passo 1: Escolher um material de tamanho médio que garanta isolamento térmico. A espessura deve ser superior a 2 cm. Há um desenho de uma caixa com corte mostrando a medida. Passo 2: Dividir o recipiente em 3 partes: Tampa, Melgueira, Sobre ninho, Ninho/Base. Observação: é na parte do ninho que a abelha será depositada, onde ficam mel e pólen. Pode ser adicionada outra melgueira para aumentar a produção de mel. A ilustração mostra a caixa desmontada em camadas. Passo 3: Fazer a entrada da colmeia na base, com diâmetro de 1 a 2 cm, em local protegido de sol e chuva. A figura mostra a entrada arredondada na frente da caixa. Atenção: Usar fita adesiva para vedar as emendas da caixa, evitando a entrada de insetos e umidade. A ilustração mostra a caixa montada e amarrada com fitas. No rodapé, há o crédito: © Conexão Ciência | Arte: Madu Tenório.

Abelhas como bioindicadores

Pensar no desaparecimento das abelhas é pensar no desaparecimento da humanidade, mas de forma alguma podemos deixar de tentar reverter isso, há um trecho, no livro Futuro Ancestral, em que reúne pensamentos do escritor Ailton Krenak, em que destaca algo muito importante, “[…] não podemos nos render à narrativa de fim de mundo que tem nos assombrado, porque ela serve para nos fazer desistir dos nossos sonhos, e dentro dos nossos sonhos estão as memórias da Terra e de nossos ancestrais.”

Isso resume como devemos apoiar iniciativas que incentivam esse tipo de resgate e reintrodução, seja de comportamentos, alimentos, costumes, coisas que foram se perdendo ao longo da história, mas vitais para contribuirmos com a nossa vida na terra.

No caso da extensão do projeto das abelhas dentro do LEBAS, junto das parcerias, como já citado, as visitas a esses produtores rurais da região tem foco em estimular produtores a terem abelhas para contribuir como polinizadores de suas próprias plantações, mas também, a fim de ensiná-los a como capturar, até para que eles tenham mais uma fonte de renda.

O professor Valdir, explica que as abelhas além de serem polinizadoras, elas são bioindicadores, isto é, o fato de estarem sobrevivendo é porque estão usando pouco agrotóxico, consequentemente causando um menor impacto na agricultura da região e indicando que a área está sendo preservada.

O mundo não tem só uma narrativa

O tripé de ensino, pesquisa e extensão é essencial, colocar em prática o conhecimento e as descobertas que estão sendo feitas é algo muito rico e acaba consequentemente por evidenciar lacunas onde políticas públicas devem ser criadas.

O Paraná, por exemplo, é um estado bem agrícola e, por isso, usa bastante agrotóxico, o que infelizmente acaba afetando várias espécies. Para mudar esse cenário, o Governo criou o Poliniza Paraná: um projeto em que colmeias de abelhas nativas são doadas para diferentes cidades, sendo instaladas em praças, parques e outros espaços públicos. A ideia é repovoar essas áreas com mais de 200 colmeias em 29 municípios e, de quebra, chamar a atenção da população para a importância de cuidar da natureza e preservar nossas abelhas.

O projeto foi escolhido como um dos 20 mais influentes da América Latina em 2024, e não é à toa! Os jardins do Poliniza Paraná chamam a atenção de todo mundo, principalmente das crianças, e ajudam a criar, desde cedo, uma relação de cuidado e respeito com o meio ambiente. “É assim que começamos a construir uma cultura de educação e proteção da natureza”, explica o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

Zucarelli tem a experiência de receber visitas de escolas que vem de longe para conhecer o meliponário, no horto de plantas medicinais, elas conhecem ambos os espaços e podem, além de aprender a como fazer essas iscas de capturas de abelhas, a abrirem as colmeias, coletar o mel e provar na própria mão, isso faz com que aprender, vejam e sintam a importância delas.

Um conteúdo tão rico transmitido para jovens e adolescentes também é benéfico para os extensionistas do LEBAS que participam das visitas, das oficinas, do encontro nas propriedades rurais. “Essa interação com as escolas é extremamente importante porque enriquece para eles o conhecimento,  mas também nos traz uma experiência extremamente importante, para que os nossos alunos tenham essa vivência da extensão com os estudantes e produtores, adequando a linguagem e a forma de apresentar, isso deixa eles muito preparados também para quando eles se formarem”, argumenta o coordenador do projeto.

  • A imagem mostra um grupo de crianças acompanhadas por um adulto em frente a uma placa de madeira escrita “Meliponário”, decorada com o desenho de uma abelhinha sorridente. As crianças, sorridentes e descontraídas, posam para a foto em um ambiente ao ar livre, rodeado de árvores, grama e pequenas casas de madeira que servem de colmeias para abelhas nativas sem ferrão. Ao fundo, há um prédio de tijolos à vista com telhado de telhas vermelhas.
  • A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em frente a um conjunto de caixas de madeira que abrigam colônias de abelhas nativas sem ferrão. Em destaque, no canto direito, está uma placa de madeira decorada com o desenho de uma abelhinha sorridente e a palavra “Meliponário”, indicando o espaço dedicado à criação e preservação dessas abelhas
  • A imagem mostra um grupo de jovens posando ao lado da placa de madeira com o desenho de uma abelhinha sorridente e a palavra “Meliponário”. Eles estão em um ambiente externo, com gramado, árvores e ao fundo um prédio, sede da Universidade Estadual de Maringá - Campus Umuarama. Os estudantes usam uniformes: alguns vestem camisetas brancas, outros camisas polo azul-marinho. O clima é descontraído e animado, um dos jovens faz sinal de positivo com a mão. Ao fundo, é possível ver algumas das caixas de madeira onde ficam as abelhas nativas sem ferrão, que fazem parte do espaço educativo.

Não é atoa que Gislene Zilse, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), comentou este ano, no evento, “Seminários da Amazônia: A importância das abelhas para a sustentabilidade e a biodiversidade”, que por estarem no início da cadeia e realizarem todo o trabalho a polinização, as abelhas são tidas como as “principais promotoras dos serviços ecossistêmicos utilizados para construir o entendimento de como as coisas se relacionam na terra”.

É preciso repensar o modo como vivemos, trazendo novamente Ailton Krenak em seu livro, onde ele reforça muito bem essa ideia: “Nossa sociabilidade tem que ser repensada para além dos seres humanos, tem que incluir abelhas, tatus, baleias, golfinhos…”

Só assim conseguiremos pensar em um futuro, lembrando que a mudança, se faz ao nosso redor, no presente!

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Texto:
Guilherme Nascimento dos Santos
Revisão de texto: Ana Paula Machado Velho
Arte: Madu Tenório
Supervisão de arte: Lucas Higashi
Edição Digital: Guilherme Henrique Nascimento

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