Ovitrampas: inovação barata e eficiente contra dengue

Ilustração estilizada com fundo em tons escuros e formas geométricas. À esquerda, um mosquito grande, de corpo preto com manchas claras, asas translúcidas e olhos brancos destacados, está pousado sobre um bloco. No centro, uma figura humana usa chapéu e casaco preto, com rosto parcialmente coberto por um detalhe vermelho, segurando um objeto próximo ao rosto. Ao fundo, duas outras figuras semelhantes, com chapéus e roupas em tons escuros, aparecem alinhadas. Há áreas em vermelho intenso que contrastam com o restante da composição.
Você ainda vai ouvir falar muito das armadilhas que ajudam a encontrar e monitorar áreas infestadas, acabando com o mistério dos criadouros

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A máxima de que problemas complexos requerem soluções complexas pode ser aplicada a vários cenários e situações. Porém, como toda regra, há exceções. Não é de hoje que pesquisadores e gestores públicos no Brasil – e no mundo – buscam encontrar estratégias para o enfrentamento à epidemia de dengue, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti

Não é novidade para ninguém que a principal forma de prevenção da dengue é a eliminação de criadouros do mosquito. Apesar das contínuas políticas públicas e campanhas de conscientização junto à população, também não é novidade que uma das grandes dificuldades é conseguir eliminar os focos no interior das residências, muito em função da urbanização acelerada, falta de saneamento e armazenamento de água que favoreceram o vetor.

No decorrer dos anos, operações em aeroportos e fronteiras, investimento em saneamento básico, vigilância sanitária, desenvolvimento de pesquisas, educação e comunicação não foram suficientes e eficazes. O desafio ainda permanece: descobrir como enfrentar a epidemia de casos, quando a alta variabilidade genética desses insetos e o impacto das mudanças climáticas ajudam a explicar a resistência do mosquito e a sua capacidade de adaptação.  

Afinal, qual é o mistério que envolve a dengue e seu vetor? O que falta para termos a solução para um grave problema de saúde pública? Talvez a palavra-chave para essa guerra seja inovação. 

E é exatamente neste contexto que o pesquisador Edson Kenji Kawabata, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (PPGCB) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), defendeu recentemente sua dissertação de mestrado, e já inicia o doutorado, que traz um nova forma de uso da ferramenta que se mostrou eficaz e de baixo custo: as ovitrampas.

A imagem mostra duas pessoas em pé, lado a lado, posando para uma foto em frente a um painel de identificação da Universidade Estadual de Londrina. O painel é grande, de cor clara, com o logotipo da instituição na parte superior e as letras “CCB” em destaque ao centro, indicando o Centro de Ciências Biológicas. À esquerda está João Antonio Cyrino Zequi, um homem de meia-idade, com cabelos escuros e curtos, vestindo uma camisa polo preta. Ele mantém uma postura relaxada e está com um dos braços ao redor da pessoa ao lado, demonstrando proximidade e afeto. À direita está Edson Kenji Kawabata, uma pessoa mais jovem, de origem nipônica, com cabelos curtos e escuros, usando óculos e vestindo um jaleco branco, sugerindo que pode ser estudante ou profissional da área científica. Sua expressão é tranquila e levemente séria. Ao redor deles há um jardim com plantas ornamentais de folhas largas, em tons de verde e vermelho, que emolduram a cena. Ao fundo, é possível ver parte de um prédio com janelas, indicando que a foto foi tirada no ambiente externo de uma instituição acadêmica.
João Antonio Cyrino Zequi e Edson Kenji Kawabata, da UEL (Foto/PPGCB/UEL)

Primeiro, é preciso saber o que são ovitrampas? O termo ‘ovi’ vem do latim ovum (ovo), referindo-se aos ovos dos mosquitos; já ‘trampa’ tem origem do espanhol ou italiano trampa (armadilha). Trocando em miúdos, são dispositivos utilizados para monitorar e controlar populações de mosquitos, especialmente o A. aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. 

O funcionamento das ovitrampas é simples e consiste em atrair a fêmea do mosquito para depositar seus ovos em uma superfície, geralmente uma palheta de madeira ou tecido, dentro de um recipiente escuro com água.

No caso da pesquisa de Kawabata, a inovação veio com a proposta de espalhar as ovitrampas fora dos domicílios, em vários locais no território e em grande quantidade, com rigoroso monitoramento efetuado por agentes de endemias e de saúde. 

De 2023 a 2025, toda a extensão do município de Sertanópolis, cidade localizada a 45 quilômetros de Londrina, teve ovitrampas espalhadas em vários locais e monitoradas por agentes treinados pelo grupo de pesquisa da UEL.

Sob orientação do professor João Antonio Cyrino Zequi, que estuda mosquitos sinantrópicos que estão no ambiente urbano há mais de 25 anos, Edson seguiu o mesmo caminho, monitorando vetores como Aedes aegypti e Aedes albopictus, espécies adaptadas às cidades e que dependem de água parada e restos humanos para sobreviver e se reproduzir.

Problema antigo

A história mostra que no início do século XX ocorreu a primeira campanha para controle do mosquito, uma iniciativa do médico e sanitarista Oswaldo Cruz, mas que teve como foco a febre amarela. A campanha acabou ajudando a conter o avanço da dengue por décadas no país, já que é transmitida pelo mesmo vetor. 

Em meados dos anos 1940, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) coordenaram ações de combate ao Aedes aegypti nas Américas. Desta feita, o resultado foi que em 1955 o Brasil conseguiu erradicar o mosquito. 

Nos anos seguintes, devido ao relaxamento das medidas, a espécie foi reintroduzida e novamente erradicada em 1973, ela retornou em 1976, desta vez para ficar. Segundo o Instituto Butantan, entre os anos 2000 e 2024, o país acumulou 24 milhões de casos, com 16 mil mortes. Aliás, 2024 foi o pior ano da doença, com mais de 6,5 milhões de casos e aproximadamente 6.000 mortes. Sem dúvidas, esse foi o maior surto já registrado no país, com impacto maior do que muitas doenças infecciosas recentes.

A imagem é um infográfico com fundo escuro em tons de roxo e vermelho, com uma faixa vermelha no topo onde está escrito, em letras grandes e brancas: “Passo a passo para a pesquisa com ovitrampas para mosquitos do gênero Aedes”. No centro da imagem há um ícone de uma armadilha (um recipiente preto com uma palheta), acompanhado do texto em destaque, em vermelho: “Instalação das armadilhas”. Ao redor desse elemento central, distribuídos em colunas à esquerda e à direita, aparecem outros ícones com textos explicativos, formando uma sequência de etapas. À esquerda, no topo, há o desenho de um celular indicando “Contato com a prefeitura”. Abaixo, um calendário com a indicação “15 dias para coleta e manutenção das armadilhas”. Mais abaixo, um ícone de papel e caneta com o texto “Elaborar relatórios e mapas com resultado da incidência dos ovos”. À direita, no topo, há um mapa com marcações, com o texto “Definição dos locais de instalação de ovitrampas”. Abaixo, uma gota d’água acompanhada de “Limpeza, troca de fluido da ovitrampa e da palheta”. Mais abaixo, um desenho de duas pessoas conversando com o texto “Informar órgãos e agentes de saúde para medidas profiláticas”. Na parte inferior central, há um ícone de lupa com o texto “Análise das amostras em laboratório”. No rodapé da imagem aparece a fonte: “Laboratório de Entomologia Geral e Médica da UEL”, e na lateral direita há o crédito artístico, de Any Veronesi. O conjunto organiza visualmente um passo a passo do processo de monitoramento de mosquitos por meio de ovitrampas.

“As ovitrampas, realmente, não são uma novidade. Só que a questão era que um pouco antes de 2025, não havia uma legislação que permitisse aplicar essa metodologia de monitoramento em larga escala”, pontua Kawabata. No ano passado, o Ministério da Saúde definiu novas Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, o documento técnico voltado principalmente aos funcionários de endemias e aos municípios, que estabeleceu normas técnicas e formas de fazer o monitoramento de arboviroses.

O pesquisador destaca que foram nestas diretrizes que o monitoramento por ovitrampas pôde ser aplicado de um jeito diferente. Até então, a forma mais usual de ser feito o controle dos vetores era a partir do LIRAa, o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, uma metodologia essencial utilizada no Brasil para acompanhar a presença do mosquito, mapeando as áreas com maior infestação, identificando os principais criadouros e direcionando as ações de controle promovidas pelas prefeituras.

“A busca ativa de criadouros e presença de larvas não era eficaz, não só pela dificuldade dos agentes de endemias entrarem nas casas e fazerem toda a vistoria que é necessária. Também havia o fato de muitos criadouros serem em locais escondidos ou de difícil acesso”, conta Kawabata. Foi a partir dessas e outras dificuldades que foram definidos os novos parâmetros para a pesquisa realizada na UEL.

“A ovitrampa é uma armadilha para ovos de mosquito. A gente vai fazer a instalação das armadilhas, que simula um criador, vem o vetor e bota os ovos. A partir do número de ovos coletados nessas armadilhas, a gente tem uma noção do índice de infestação na região. O meu projeto de mestrado, no caso, visou tentar fazer essa instalação de armadilhas ao longo de todo o município (de Sertanópolis) durante dois anos”, explica o pesquisador.

A escolha por Sertanópolis se deve ao fato de ser um município de pequeno porte, com quase 16 mil habitantes, segundo o Censo 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com base nas estimativas populacionais mais recentes do instituto, dos 399 municípios paranaenses, 305 possuem menos de 20 mil habitantes, conforme dados consolidados até agosto de 2025.

“Desta forma, o resultado da pesquisa em Sertanópolis poderá ser replicado em inúmeros locais similares em população e extensão territorial, uma vez que ficou comprovado que as ovitrampas são uma solução eficiente e de baixo custo para monitorar e combater a avanço da dengue e outras arboviroses transmitidas na cidade pelo gênero Aedes, como o Aedes aegypti e Aedes albopictus”, acredita o aluno.

  •  A imagem é composta por três quadros que mostram um mosquito em diferentes níveis de detalhe, provavelmente da espécie Aedes aegypti. No lado esquerdo (quadro “a”), há uma ilustração completa do mosquito vista de lado, com o corpo alongado e fino, seis pernas longas e delicadas e duas asas transparentes. O corpo é escuro com várias marcas brancas, especialmente nas pernas e no abdômen, formando um padrão característico em faixas. A cabeça apresenta antenas e uma estrutura longa e fina na frente, usada para picar. No canto superior direito (quadro “b”), aparece uma fotografia ampliada da cabeça e da parte frontal do corpo do mosquito. É possível observar detalhes como os olhos escuros, as antenas finas e peludas e o aparelho bucal alongado. Pequenas manchas brancas contrastam com o corpo escuro e brilhante. No canto inferior direito (quadro “c”), há uma visão ampliada da parte superior do corpo, mostrando o dorso com uma textura levemente peluda e um padrão claro em forma de linhas curvas e manchas brancas sobre o fundo marrom-escuro. Essas marcas ajudam a identificar a espécie. O fundo das imagens é neutro, em tons claros ou acinzentados, destacando o inseto.
  • A imagem é composta por três quadros que apresentam um mosquito em diferentes níveis de ampliação, identificado como Aedes albopictus. No quadro à esquerda, marcado com a letra “a”, há uma ilustração completa do inseto vista de lado. O mosquito tem corpo fino e alongado, com seis pernas longas e delicadas, duas asas transparentes e um aparelho bucal comprido projetado para frente. Seu corpo é escuro, com marcas brancas bem definidas, especialmente nas pernas, que apresentam anéis claros, e no dorso, onde se destaca uma faixa branca longitudinal. No canto superior direito, no quadro “b”, aparece uma fotografia ampliada da cabeça e da parte frontal do corpo. Nessa visão detalhada, é possível observar os olhos escuros, as antenas finas e peludas e o padrão contrastante de manchas brancas sobre o corpo marrom-escuro. As estruturas são brilhantes e mostram textura levemente pilosa. No canto inferior direito, no quadro “c”, há uma imagem ampliada do dorso do mosquito. Nota-se uma faixa branca contínua no centro, que percorre o corpo longitudinalmente, cercada por uma superfície marrom com aspecto aveludado e pequenos pelos. O fundo das imagens é neutro, em tons claros e acinzentados, permitindo que os detalhes do inseto se destaquem com nitidez.

Universidade + Sociedade

“A importância da universidade no contexto da pesquisa e extensão é simplesmente desenvolver novas tecnologias de baixo custo, acessíveis e que possam ser aplicadas aos municípios e à população, de forma geral”, enfatiza o orientador de Edson Kenji Kawabata, João Antonio Cyrino Zequi. 

Na UEL, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas trabalha de forma em que os alunos vão a campo, como os mestrandos, doutorandos e também os alunos de iniciação científica, aplicando uma metodologia de monitoramento de vetor e arbovírus com ações estratégicas e controle biológico. 

Além de Sertanópolis, há pesquisas de instalação de ovitrampas, coleta ovos e elaboração de relatórios nas cidades de Florestópolis, Porecatu, no Porecatu Assentamento, e mesmo em Londrina, onde alunos da pós-graduação desenvolvem seus projetos, levando até esses locais a instalação das ovitrampas. O projeto no assentamento integra o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos e já foi pauta aqui no Conexão Ciência, com fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

“O monitoramento dessas armadilhas e o acompanhamento é um aprendizado enorme para o nosso acadêmico, possibilitando que ele viva a realidade que é de uma cidade”, enfatiza o professor.

  • A imagem mostra Edson Kenji sentado em uma bancada de laboratório, visto de perfil, usando um jaleco branco. Ele está inclinado para frente, observando atentamente um material através de um microscópio posicionado sobre a mesa. Com uma das mãos, segura uma pequena peça escura, enquanto a outra parece apoiar ou manipular o objeto, sugerindo que está realizando uma análise detalhada. A bancada é clara e organizada, com uma folha de papel com anotações à frente do pesquisador. Ao redor, há diversos materiais de laboratório, como recipientes plásticos, potes e equipamentos. Logo atrás, uma prateleira na parede contém várias caixas plásticas brancas, algumas com etiquetas, e dentro delas há pequenos objetos escuros empilhados. À direita da cena, sobre a bancada, há frascos e produtos de limpeza, incluindo um borrifador. Mais ao fundo, pendurado na parede, vê-se um jaleco ou avental amarelo. A parede apresenta marcas e manchas típicas de um ambiente de trabalho intenso. A iluminação é suave e o ambiente transmite a sensação de um espaço científico em uso, onde alguém está concentrado em uma atividade de pesquisa ou análise.
  • Duas pessoas, um jovem e uma mulher, estão em frente a um mapa grande preso a uma parede, onde a mulher aponta para detalhes específicos. O jovem, à esquerda, está de perfil, olhando atentamente para o mapa. A mulher, à direita, também de perfil, está gesticulando com o dedo indicador sobre o mapa, indicando um ponto específico. O mapa ocupa a maior parte do centro e do lado direito da imagem, com a parede servindo como fundo neutro. A iluminação parece ser artificial e uniforme, vindo de cima, o que ilumina ambos os sujeitos e o mapa de maneira clara, mas sem criar sombras dramáticas. A interação sugerida é de explicação ou discussão sobre o conteúdo do mapa. O jovem à esquerda é asiático, com cabelo preto curto e óculos. Ele veste uma camisa preta com um logo em verde e branco no peito. Sua expressão é concentrada e voltada para o mapa, indicando atenção. A mulher à direita tem cabelo escuro e curto e veste um colete bege sobre uma camisa verde. Em seu colete, há um emblema circular com desenhos e texto, sugerindo uma afiliação profissional ou organizacional. Sua expressão é de envolvimento ativo na explicação, com um leve sorriso e o olhar fixo no ponto que ela aponta.
  • Este mapa ilustra a infestação de Aedes em Sertanópolis-PR, indicando áreas de risco com círculos coloridos sobre uma imagem de satélite, e detalha o nível de infestação geral e a quantidade de ovos coletados. O plano de fundo é uma imagem de satélite de alta resolução da área urbana e seus arredores, sobre a qual estão sobrepostos círculos coloridos com diferentes intensidades. Círculos representam as áreas de infestação, com o tamanho e a cor indicando o nível de risco. A imagem está organizada de forma a permitir a identificação geográfica das áreas afetadas. Elementos textuais informativos estão posicionados em áreas estratégicas para complementar a visualização gráfica. Há uma clara demarcação da cidade e das zonas de risco. O foco está na distribuição espacial da infestação. Os principais elementos informativos visuais são os círculos coloridos, que variam do verde ao vermelho, indicando níveis de risco "Área Satisfatória", "Área de Alerta" e "Área de Risco", respectivamente. O mapa exibe predominantemente círculos vermelhos e amarelos, sugerindo que grande parte da cidade está em áreas de alerta ou risco elevado. Há também alguns círculos verdes, indicando áreas com menor infestação. Ao lado direito, um resumo apresenta o "Nível de Infestação Geral" com um marcador em forma de gota vermelha, indicando alerta de infestação, e o número total de ovos de Aedes spp. coletados: 8117 ovos. No canto superior, diversos logotipos institucionais e títulos informativos identificam a origem e o tema do mapa. Uma data "2025 Dezembro" indica o período de referência dos dados.

Para ilustrar a importância das pesquisas, o professor da UEL cita como exemplo outra ferramenta de monitoramento que é a coleta de mosquitos em área de bloqueio, uma região que se sabe ter circulação de arbovírus para dengue, chikungunya e Zika.

Assim, antes de se aplicar o inseticida, que é um procedimento padrão para fazer esse bloqueio, os alunos vão a campo, coletam esses mosquitos e fazem pesquisas de vírus. Com os resultados, os agentes de saúde da cidade recebem os relatórios e podem definir qual a melhor estratégia para enfrentar a infestação. 

“Entendo que a proximidade da universidade em relação à própria sociedade, levando as tecnologias de baixo custo e que resolvem o problema da população, é muito pertinente ao papel da universidade pública, além de formar pessoal qualificado nessa área”, conclui Zequi.

Para saber mais sobre a pesquisa desenvolvida na UEL, o Conexão Ciência – C² preparou o podcast “Conexão Ovitrampas, que traz mais detalhes da metodologia aplicada no estudo de controle biológico. Confira!

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Texto:
Silvia Calciolari
Revisão de texto: Milena Massako Ito
Arte: Any Veronezi
Supervisão de arte: Lucas Higashi
Edição Digital: Guilherme Nascimento

A pesquisa que mencionamos contribui para os seguintes ODS:

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