Da lama dos manguezais à água dos oceanos

Ilustração de um ecossistema de manguezal. No centro da imagem há uma árvore de mangue com copa verde densa e raízes aéreas marrons que se espalham pela água. O fundo apresenta tons rosados e alaranjados, sugerindo céu ou ambiente costeiro. A água azul ocupa a parte inferior da cena, envolvendo as raízes. Entre os organismos representados estão um caranguejo alaranjado à direita, sobre o solo lodoso, um peixe próximo às raízes e outro em tom rosado à esquerda. Também aparece uma concha ou molusco junto às raízes. A imagem destaca a biodiversidade do manguezal.
No litoral paranaense, pesquisadores acompanham a dinâmica dos manguezais e reforçam a importância desse ecossistema para meio ambiente

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À primeira vista, o chão parece firme. Mas basta dar alguns passos para perceber que o manguezal funciona de um jeito diferente do que estamos acostumados. O solo começa a ceder, o lodo pode chegar aos joelhos e cada passo exige cuidado. A estabilidade aparece apenas quando se pisa perto das raízes das árvores, que surgem para fora do chão como uma rede de apoio natural. A luz do sol mal atravessa a copa das folhas e o ar tem um cheiro forte e característico, resultado da atividade de bactérias que vivem em um solo pobre em oxigênio.

Não é à toa que a bióloga e professora da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Cassiana Baptista Metri, costuma chamar o manguezal de um “mundo invertido”. A expressão lembra o universo paralelo da série de ficção científica Stranger Things, em que o cenário parece familiar, mas funciona de maneira diferente. No manguezal, porém, esse “mundo invertido” é bem real e extremamente importante para a natureza.

Caminhar por ali exige adaptação, uma vez que o terreno é irregular, o horizonte parece sempre igual e o tempo de permanência depende da maré. Quando a água começa a subir, o que antes era caminho pode se tornar rapidamente um obstáculo.

É nesse ambiente que a professora desenvolve pesquisas há mais de uma década no litoral do Paraná. Apesar de ter o menor litoral do Brasil, com cerca de 100 quilômetros de extensão, o estado abriga estuários muito importantes do ponto de vista ecológico. Nesses locais, onde a água doce dos rios encontra a água salgada do mar, surgem os manguezais, que são ecossistemas ricos em vida e fundamentais para a proteção da costa e para a manutenção da biodiversidade marinha.

Vista de um manguezal às margens de um corpo d’água calmo. Árvores de mangue crescem diretamente na água, sustentadas por extensas raízes aéreas que ficam expostas acima da superfície. O reflexo das árvores forma desenhos na água, enquanto o céu aparece parcialmente nublado. Ao fundo, há áreas de vegetação que se estendem ao longo da margem.
Área de Manguezal em Superagui, Paraná (Foto/Duda Menegassi)

De acordo com Cassiana, os manguezais são formados por árvores que têm a capacidade de crescer em locais de água salobra, chamadas de mangues, driblando o desafio fisiológico da salinidade da água. Também são resistentes à ação das marés que inundam essas áreas diariamente. “Não encontramos manguezais em áreas permanentemente alagadas e nem completamente secas, somente no que chamamos de regiões entre marés”, pontua a bióloga.

Os manguezais estão entre os ecossistemas mais importantes do litoral justamente pela variedade de serviços ecossistêmicos1 que possuem. Eles são verdadeiros “berçários naturais”, abrigando e protegendo diversas espécies ao longo de seu desenvolvimento, muitas delas com importância direta para a pesca. Na prática, isso significa que esses ambientes sustentam cadeias produtivas e contribuem para a segurança alimentar de comunidades costeiras.

Além de garantir vida, os manguezais também ajudam a proteger o próprio território, pois “desempenham papel fundamental na proteção da linha de costa, atuando na dissipação da energia das ondas, na retenção de sedimentos e na redução de processos erosivos”, explica Cassiana. 

Outro destaque, cada vez mais relevante diante da crise climática, é a capacidade desses ecossistemas de armazenar carbono. A pesquisadora aponta que os manguezais são importantes sumidouros2, com alta eficiência em capturar e estocar carbono tanto na vegetação quanto no solo. Esse processo, conhecido como “carbono azul”, contribui diretamente para a mitigação das mudanças climáticas e reforça a importância de conservar esses ambientes.

Este infográfico é dividido verticalmente em duas partes. O lado esquerdo possui fundo azul-claro e apresenta o conceito de “mangue”. No topo, há uma sequência de pequenos desenhos de caranguejos em tons alaranjados. Logo abaixo, o título “MANGUE” aparece em letras grandes e escuras. O texto explica que o mangue é a árvore ou planta adaptada às condições específicas das regiões costeiras de água salobra. Mais abaixo, o subtítulo “CARACTERÍSTICAS” introduz uma lista com quatro informações: possui raízes adaptadas para solos pobres em oxigênio, tolera a salinidade da água, resiste às variações das marés e desenvolve mecanismos para lidar com o excesso de sal. Ao fundo, de forma suave e sem interferir na leitura, aparece a imagem esmaecida de raízes de mangue. O lado direito possui fundo verde-oliva e apresenta o conceito de “manguezal”. No topo, a sequência de caranguejos continua. O título “MANGUEZAL” aparece em letras grandes em tom rosado. Abaixo, um texto define o manguezal como o ecossistema formado pelo conjunto de mangues, microrganismos, solo e dinâmica das marés. Em seguida, o subtítulo “O QUE FAZ PARTE DO MANGUEZAL?” apresenta uma lista composta por árvores de mangue, caranguejos, peixes, aves e moluscos, solo lodoso, água salobra e organismos do sedimento. Cada item é acompanhado por um pequeno símbolo decorativo em formato de estrela. No canto inferior direito estão os créditos: “© Conexão Ciência | Arte: Hellen Vieira”. O infográfico utiliza cores contrastantes e organização visual simétrica para destacar a diferença entre mangue, que é a planta, e manguezal, que é todo o ecossistema.

O papel do caranguejo-uçá no equilíbrio do ecossistema

Entre raízes expostas, lama e água salobra, vive uma grande diversidade de espécies de animais, como peixes, moluscos, aves e crustáceos, que encontram ali abrigo, alimento e condições ideais para se desenvolver. Essa fauna está diretamente ligada ao equilíbrio do ambiente. Muitos desses animais utilizam o manguezal em fases específicas da vida, especialmente como área de crescimento e proteção.

No meio dos habitantes, um se destaca pela função que desempenha na manutenção do próprio mangue: o Ucides cordatus, conhecido como caranguejo-uçá. Bastante conhecido nas regiões costeiras do Brasil, ele vai muito além de sua importância econômica ou cultural, sendo considerado uma espécie-chave no manguezal.

Segundo a professora da Unespar, o caranguejo atua diretamente na dinâmica do solo. Ao cavar tocas profundas, ele ajuda a oxigenar o sedimento, favorecendo processos essenciais para o ecossistema. Além do mais, ao se alimentar de folhas e matéria orgânica em decomposição, contribui para a ciclagem de carbono e outros elementos. “Ele transforma esse material e devolve ao ambiente em uma forma que outros organismos conseguem aproveitar”, informa.

Uma pesquisadora está dentro de um manguezal, cercada por árvores de mangue e uma densa rede de raízes aéreas que emergem do solo lodoso. Ela sorri para a câmera enquanto segura um caranguejo-uçá com as duas mãos. Veste uma camiseta de manga comprida em tom claro e luvas escuras. Ao fundo, o ambiente é fechado pela vegetação, com galhos entrelaçados e folhas verdes formando uma cobertura natural. O solo aparece úmido e escuro, característico dos manguezais.
Cassiana Metri durante trabalho de campo (Foto/Gabriel Marchi)

Sua presença influencia a qualidade do solo, o crescimento das plantas e até a disponibilidade de alimento para outros animais, como aves. O crustáceo também pode indicar como está a saúde do ambiente. Por viver em contato direto com o sedimento, ele responde rapidamente a mudanças ambientais. “O caranguejo consegue acumular algumas substâncias presentes no ambiente, o que nos ajuda a entender a qualidade do manguezal”, afirma.

As ameaças que colocam os manguezais em risco 

Apesar de sua importância ecológica, os manguezais do Paraná não estão livres de ameaças. Diferente de outras regiões do Brasil, onde a principal pressão histórica esteve ligada à retirada da vegetação para a instalação de viveiros aquícolas, no estado, os desafios assumem outras formas.

Conforme a pesquisadora Cassiana traz, a supressão da vegetação ainda existe, mas está mais associada a áreas próximas aos centros urbanos. “Em Paranaguá, por exemplo, a ocupação desordenada representa um desafio significativo, afetando a integridade do ecossistema por meio da expansão urbana sobre áreas sensíveis”, explica. Esse avanço sobre o manguezal compromete não só a vegetação, mas também toda a dinâmica ambiental que depende desse espaço.

Além disso, a poluição aparece como uma das principais preocupações no contexto paranaense. A deficiência no tratamento de efluentes, somada à intensa atividade portuária e industrial da região, aumenta o risco de contaminação por metais e compostos orgânicos. Esse tipo de impacto afeta diretamente a fauna e pode comprometer o equilíbrio do ecossistema como um todo.

Uma pesquisadora realiza uma atividade de campo em um manguezal. Ela está inclinada sobre o solo lodoso, utilizando um instrumento para medir ou inspecionar a entrada de uma toca de caranguejo. Ao redor, raízes de mangue se espalham em diferentes direções, algumas parcialmente submersas na lama. O ambiente apresenta água rasa misturada ao sedimento escuro, evidenciando as condições típicas desse ecossistema costeiro.
Coleta material no manguezal para análise da saúde do ecossistema (Foto/Gabriel Marchi)

Mais um fator de atenção é a presença de espécies exóticas, como a chamada ostra-capuz (Saccostrea cucullata). Segundo Cassiana, essa espécie tem alta capacidade de colonização e pode formar camadas sobre o sedimento, alterando as comunidades locais e até substituindo espécies nativas. Além dos impactos ecológicos, também representa riscos para quem circula pelo manguezal, já que suas conchas possuem bordas cortantes.

As mudanças climáticas também já começam a deixar marcas nesses ambientes. “Um dos fatores preocupantes é o aumento da salinização das áreas de manguezais. Quando a salinidade aumenta, o manguezal não sobrevive”, alerta. A elevação do nível do mar agrava ainda mais esse cenário, especialmente em regiões onde não há espaço para o manguezal avançar.

Outros efeitos também já são observados. “A acidificação dos oceanos pode trazer problemas na ciclagem biogeoquímica do sedimento. O aumento de eventos extremos e da precipitação podem derrubar árvores e aumentar a erosão dos manguezais”, completa Cassiana. Juntos, esses fatores colocam em risco a estabilidade de um ecossistema que, embora resiliente, depende de condições muito específicas para se manter.

O manguezal dentro da cultura oceânica

Embora muitas pessoas associem o oceano apenas a praias e águas abertas, os manguezais também fazem parte desse sistema. Mesmo estando ligados ao continente, esses ambientes dependem diretamente das marés, da dinâmica dos estuários e das conexões com o mar aberto. Como explica Cassiana Metri, “dentro da perspectiva da cultura oceânica, é fundamental que a sociedade compreenda que o manguezal integra o sistema oceânico”.

Essa relação é mais profunda do que parece. De acordo com a professora, o manguezal funciona como um elo entre ambientes terrestres e marinhos, influenciando processos como a produtividade costeira, a qualidade da água e a manutenção dos estoques pesqueiros. Por isso, compreender essa conexão ajuda a ampliar a noção de interdependência entre sociedade e natureza. “Reconhecer o manguezal como parte do oceano amplia a compreensão das pessoas sobre codependência e fortalece a responsabilidade coletiva pela conservação desses ambientes”, afirma a pesquisadora.

Além de conectar ecossistemas, os manguezais também desempenham um papel estratégico diante das mudanças climáticas. Cassiana destaca que esses ambientes atuam como barreiras naturais contra a erosão, reduzem a energia das ondas e contribuem para o sequestro e armazenamento de carbono, sendo importantes tanto para mitigar quanto para se adaptar aos impactos do clima. 

Paisagem ampla de um manguezal visto a partir da água. Um grupo de árvores de mangue ocupa o centro da imagem, com raízes expostas formando estruturas que parecem sustentar os troncos acima da superfície. Diversas aves estão pousadas nos galhos mais altos das árvores. A água está tranquila e reflete parte da vegetação. Ao fundo, observa-se uma extensa faixa de floresta sob um céu limpo e azul.
Manguezal na comunidade de São Miguel, Baía de Paranaguá, litoral do Paraná (Foto/Gabriel Marchi)

Ao mesmo tempo, essas transformações também trazem novos desafios. O aumento da temperatura, por exemplo, pode expandir a ocorrência dos manguezais para outras regiões, mas essa mudança pode alterar o equilíbrio de ecossistemas já existentes, com impactos na biodiversidade e no funcionamento desses ambientes.

Nesse contexto, a cultura oceânica surge como uma ferramenta importante para aproximar a sociedade dessas discussões. A pesquisadora chama atenção para a necessidade de sensibilização, especialmente para quem vive longe do litoral. Ela menciona que quanto maior a distância do oceano, menor tende a ser a percepção de dependência em relação a ele, embora seus efeitos sejam sentidos por todos. Alterações nos ambientes costeiros, por exemplo, podem impactar cadeias produtivas, o clima e a economia como um todo.

Por isso, a conservação dos manguezais não deve ser vista como uma responsabilidade restrita às populações costeiras. Como ressalta Metri, esses ecossistemas desempenham papel estratégico ao sustentar a biodiversidade, a pesca e ao contribuir para a redução da vulnerabilidade das zonas costeiras frente às mudanças climáticas.

Ciência, educação e conservação em movimento

No Paraná, a cultura oceânica tem deixado de ser apenas um conceito para se tornar prática, articulando ciência, educação e ações concretas de conservação. Cassiana Metri ressalta que esse movimento tem ganhado força especialmente dentro das universidades e redes colaborativas. “Eu, no contexto da universidade, tenho observado de perto a crescente preocupação do nosso setor com a cultura oceânica, e percebo que essa perspectiva vem se consolidando como um importante fator de articulação entre pessoas e iniciativas diversas”.

Um dos principais exemplos é a Coalizão Paraná pela Década do Oceano, que reúne diferentes instituições em torno da produção científica e da divulgação do conhecimento. A iniciativa busca ampliar a consciência pública sobre o oceano e seu papel no desenvolvimento sustentável, conectando pesquisadores, educadores e a sociedade.

Outro destaque é a Rede de Cultura Oceânica na Educação (RECOE), que atua diretamente na formação de professores e estudantes, promovendo a inclusão dos temas oceânicos no ambiente escolar. A proposta é simples, mas potente: mostrar que o oceano e, consequentemente, os manguezais, fazem parte do cotidiano de todos.

No litoral, iniciativas locais também vêm fortalecendo esse movimento. O Programa de Educação Ambiental MarMaré, em Pontal do Paraná, atua de forma contínua com escolas e comunidades, abordando temas como biodiversidade, conservação costeira e sustentabilidade. Já na universidade, a própria pesquisadora coordena ações de extensão voltadas à popularização da ciência. “Por meio da aproximação entre universidade, escolas e comunidades, buscamos traduzir o conhecimento científico em experiências acessíveis e significativas, estimulando o senso de pertencimento e responsabilidade socioambiental”, explica.

Esse esforço de conexão entre ciência e sociedade também aparece no monitoramento dos manguezais. Desde 2011, Cassiana desenvolve pesquisas com o caranguejo-uçá no litoral paranaense, inicialmente com foco em estudos populacionais. Com o tempo, esses estudos passaram a integrar iniciativas maiores, como a REBENTOS, que padronizou metodologias para acompanhar ecossistemas costeiros em diferentes regiões do país.

Cinco pessoas posam para uma fotografia em uma área alagada próxima ao manguezal. Parte do grupo está dentro da água rasa, ao lado de uma pequena embarcação branca. Ao fundo, vê-se uma grande montanha coberta por vegetação e refletida na superfície tranquila da água. Os participantes usam roupas adequadas para atividades de campo, incluindo chapéus, bonés, coletes e camisetas de manga comprida. A cena transmite o contexto de uma atividade de pesquisa ou monitoramento ambiental.
Equipe de pesquisadores durante trabalho de campo em área estuarina do litoral do Paraná (Foto/Arquivo pessoal)

Hoje, o monitoramento também faz parte de políticas públicas mais amplas, como o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Manguezais e o Programa Monitora, coordenado pelo ICMBio. No Paraná, essas ações acontecem em áreas como a Estação Ecológica de Guaraqueçaba e o Parque Nacional do Superagui, onde a equipe realiza o acompanhamento de longo prazo das populações de caranguejo-uçá.

Um dos diferenciais desse trabalho é o uso de metodologias não invasivas. Desde 2019, a pesquisa é feita a partir da contagem e medição das tocas dos caranguejos, o que permite estimar o tamanho das populações sem interferir diretamente nos animais. Esses dados ajudam a identificar tendências ao longo do tempo (se a população está aumentando, diminuindo ou se mantendo estável, por exemplo) são fundamentais para orientar estratégias de manejo sustentável.

Ainda assim, manter esse tipo de monitoramento não é simples. Como destaca a pesquisadora, trata-se de um trabalho contínuo, que depende de financiamento, logística e parcerias institucionais. Ao longo dos anos, iniciativas como a Fundação Boticário, o Programa Rebimar e o próprio ICMBio têm garantido a continuidade das pesquisas.

Além da produção de conhecimento, ações práticas também vêm ganhando espaço. Um exemplo é o projeto Guardiões dos Manguezais Parnanguaras, desenvolvido pela ONG MarBrasil, que atua diretamente na conservação desses ambientes. A iniciativa promove mutirões de limpeza, capacitação de professores e produção de mudas de mangue, envolvendo a comunidade local no cuidado com o ecossistema. Para a professora da Unespar, esse tipo de ação é fundamental. 

No conjunto, essas iniciativas mostram que a cultura oceânica vai além da conscientização, pois ela se materializa em redes, projetos e políticas que conectam ciência, educação e sociedade e que ajudam a garantir o futuro dos manguezais.

E, se no início o manguezal pode parecer um “mundo invertido”, ao longo do caminho fica evidente que ele é, na verdade, parte de um sistema maior e profundamente conectado. Da lama dos manguezais à água dos oceanos, tudo está interligado: as marés, as espécies, o clima e até as atividades humanas. Entender essa conexão é também mudar o olhar sobre esses ambientes, não como espaços isolados, mas como peças fundamentais para o equilíbrio da vida. Proteger os manguezais, nesse sentido, é também cuidar do oceano e de tudo o que depende dele.

Quer conhecer mais curiosidades sobre os manguezais?

Os manguezais podem parecer silenciosos, mas escondem estratégias surpreendentes de sobrevivência de plantas e animais adaptados à lama, à salinidade e às marés. No podcast “Conexão Manguezais”, a pesquisadora Cassiana Metri revela fatos curiosos sobre esse ecossistema e seus habitantes. Ouça agora!

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Texto:
Maria Eduarda de Souza Oliveira
Revisão de texto: Ana Paula Machado Velho
Edição de vídeo: Maria Eduarda Tenório Calvi
Arte: Mariana Muneratti e Hellen Vieira
Supervisão de arte: Hellen Vieira
Edição Digital: Guilherme Nascimento

Glossário

  1. Serviços ecossistêmicos – São os benefícios essenciais que a natureza fornece para a sobrevivência, economia e bem-estar humano. ↩︎
  2. Sumidouros de carbono – São qualquer reservatório natural ou artificial que absorve e retém mais dióxido de carbono (CO2) do que emite, ajudando a remover gases de efeito estufa da atmosfera. ↩︎

A pesquisa que mencionamos contribui para os seguintes ODS:

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Ilustração de um ecossistema de manguezal. No centro da imagem há uma árvore de mangue com copa verde densa e raízes aéreas marrons que se espalham pela água. O fundo apresenta tons rosados e alaranjados, sugerindo céu ou ambiente costeiro. A água azul ocupa a parte inferior da cena, envolvendo as raízes. Entre os organismos representados estão um caranguejo alaranjado à direita, sobre o solo lodoso, um peixe próximo às raízes e outro em tom rosado à esquerda. Também aparece uma concha ou molusco junto às raízes. A imagem destaca a biodiversidade do manguezal.
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